quinta-feira, 29 de maio de 2014



       Como crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista)
                     podem aprender ler e escrever

                  Jogos que estimulam a leitura e a escrita



Crianças com autismo geralmente tem dificuldade em se socializar e comunicar, frequentemente desenvolve fixações com comportamentos repetitivos e obsessões. Ensinar uma criança com autismo a escrever pode ser um desafio, mas com paciência e uma abordagem diferenciada, transmitir novas habilidades é possível. No caso do aluno se cansar muito ou não conseguir escrever utilizando o lápis ou a caneta, mesmo adaptados, pode-se pensar em outras soluções para a escrita. Os principais pontos a serem lembrados são, rotina, paciência e flexibilidade para lidar com o aprendizado de um aluno autista.
Essas atividades são apropriadas para crianças com autismo e demais transtornos do espectro autista. Elas podem ser indicadas para crianças, jovens e adultos, não é possível determinar uma faixa etária específica, pois sua aplicação vai depender do grau de dificuldade que o sujeito apresentar. 




                       jogos que estimulam a leitura e a escrita






Essa atividade consiste na apresentação de letras móveis que é feita de EVA, associadas às gravuras e de papel cartão colorido ou outro tipo de papel que tenha a mesma espessura. Cola-se as figuras uma embaixo da outra, deixando o espaço para que o aluno consiga formar as sílabas ou palavras.
Ela possibilita ao professor tanto do AEE como o da sala regular, desenvolver diversas estratégias de ensino de acordo com o nível em que o aluno se encontra, treinando de forma lúdica o conhecimento das letras do alfabeto, atenção, concentração, coordenação motora e percepção, podendo explorar ainda cores, sílabas , quantidade, sequência de palavras, letra inicia e final, etc. O professor pode solicitar ou deixar o aluno a vontade para formar as sílabas e palavras, o processo de escolha da letra pode ser feita de forma direta ou indireta, na direta o próprio aluno consegue reconhecer as letras, selecionando-as para formar a palavra, na indireta ele precisará do apoio do professor e de seus colegas, para auxiliá-lo na atividade.
O objetivo dessa atividade é desenvolver a linguagem oral como também a escrita do aluno com TEA, contribuindo assim, para a sua evolução conceitual na aprendizagem da leitura e escrita.




Nessa atividade as letras também são móveis, são apresentadas de papel cartão e plastificadas, velcro, fita colorida e figuras.  Para a confecção do recurso, é necessário fazer a divisão do papel cartão em 25 quadradinhos que será a base, logo após, colar as figuras e os pedacinhos de velcro, no local correto do papel cartão, de maneira que cada figura fique uma embaixo da outra. As letras devem ficar fixada a uma tirinha de velcro, onde o aluno possa manuseá-las facilmente. A realização dessa atividade além de favorecer ao aluno com TEA a comunicação, também proporciona a interação, o desenvolvimento cognitivo, a percepção, atenção, concentração, etc.  
O material deve ser confeccionado levando-se em consideração a necessidade de ser de fácil manipulação e resistente ao uso cotidiano, assegurando que o uso deles não artificialize as relações com o aluno no interior da escola. É fundamental que o cotidiano do aluno não se torne inflexível e rígido e que os colegas possam criar estratégias próprias de intervenção, dando condição ao aluno de se desenvolver e torna-se autônomo.
Ao confeccionarmos esses materiais devemos estar atentos à habilidade de preensão do aluno e também ao seu controle motor. Será muito útil que a base que recebe as letras tenha uma superfície de aderência, dessa forma, mesmo que o aluno tenha tremores ou movimentos involuntários, as letras se fixam e ele consegue com mais facilidade compor a palavra ou o texto que desejar.
Esses recursos são objetos utilizados para transmitir as mensagens, promovendo um envolvimento da pessoa com ou sem deficiência nas atividades, e podem ser explorados nos mais variados espaços escolares, na sala de SRM, na sala regular, na biblioteca dentre outros espaços escolar.






REFERÊNCIAS:
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : transtornos globais do desenvolvimento / José Ferreira Belisário Filho, Patrícia Cunha – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial: [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010.
A Educação Especial na Perspectivada da Inclusão Escolar: recursos pedagógicos acessíveis e comunicação aumentativa e alternativa / Mara Lúcia Sartoretto, Cássia Rita de Cássia Reckzielgel Bersch – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial: [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010.